terça-feira, 27 de maio de 2014

"Privatização dos Presídios": theory

BG said to be in favor of PPP for prisons in his post, because of government's scarce resources. He didnt touch on the most important issue, though. And, by the way, the lack of revenues argument is actually wrong since resources spent on prisons are resources non-spent elsewhere always, independently from the identity of the provider: at the end of the day, society has to somehow pay for the fucking prisons, Bruno. Or are you planning to provide them magically for free? The real issue is efficiency then, but in a broader sense, as I explain below.

Private or public provision?

Aside from the obvious case of near-pure public goods, economists generally are staunch advocates of private provision, even when financed via taxation (voucher for poor children to study in private schools, for instance). The reason is well known: the power of markets to deliver efficiency, align incentives, tame principal-agent problems within firms, etc. Competition is the name of the game behind the first-welfare theorem and high-powered incentives are a good thing, absent externalities. But does this last assertion always hold?

NO.

In a prison, the final service delivered is not easily verifiable, and the "client" directly involved does not really has a say in the process. Private competition and high-powered incentives are thus suboptimal in this setting. Private prisons will likely compete among themselves to the detriment of their direct client (the criminal), not to his benefit: cutting on food quality, accomodation standards, etc. And the client cannot -- literally -- vote with his feet in this case. Finally, in this case society and even public inspectors will have a hard time verifying and enforcing quality standards.

That's why when it comes to prisons even hard-line neoclassical economists tend to prefer public provision, or at least (but this is hard to implement) well-crafted soft incentives. 

22 comentários:

  1. Difícil ficar pior que nossas prisões públicas.

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    1. Claro, mas pelo que entendi, o X quis fazer uma discussão de teoria, não sobre o estado das prisões brasileiras

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  2. (i) "BG said to be in favor of PPP for prisons in his post, because of government's scarce resources." X, para de mentir, eu não disse isso em nenhum lugar.

    (ii) "In a prison, the final service delivered is not easily verifiable." X, para de falar merda, é easily verifiable sim. Vai ler o anexo X do Edital da PPP de MG.

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    1. pra não confundir: anexo X = anexo 10

      é muito X...

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    2. You wrote a poor piece this time, even being a very good economist. I politely reminded you there´s academic literature on that and tried to explain why you didnt focus on the important. And then you freak out instead of recognizing you had much to learn. Too much proud, boy, like most of us economists. That´s probably why society hates us so much. Humble a bit and study harder, it will probably do you good.

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    3. X, o seu argumento teórico é bem simples e está perfeito. A nossa discordância é na sua hipótese, que é central para a sua conclusão. Não sei pq vc pensa que a qualidade do serviço não é verificável.

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    4. é mais difícil de ser verificável do que serviços nos quais o consumidor importa mais; mas daí a dizer que não é verificável, é arrumar problema para não gerar solução...confio mais numa pequena agência reguladora controlando nível de serviço do que numa gigante burocracia estatal prestando o serviço.

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    5. Ele não disse que a qualidade não é verificável, disse "In a prison, the final service delivered is not easily verifiable,", o que me parece totalmente certo. Além disso, "the "client" directly involved does not really has a say in the process", "Private prisons will likely compete among themselves to the detriment of their direct client" e "the client cannot -- literally -- vote with his feet in this case" também me parecem muito razoáveis.

      Certamente há um monte de serviços no Br que se beneficiariam de mais fornecimento privado, mas eu não começaria por prisões. Há muito mais incentivos perversos para o provedor privado e menos poder do consumidor do que em outros mercados. Há muito mais risco e incerteza teórica/empírica sobre os resultados. Finalmente, há uma resistência política que me parece mais difícil de se vencer do que em outros serviços. Pq tomar o caminho mais difícil?

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  3. Alguns papers nossos (com Sandro Cabral e Paulo Furquim) que podem ajudar nessa discussão, utilizando a experiência do Paraná. O incentivo para cortar custos em detrimento de qualidade existe mas pode ser aparentemente atenuado com supervisão pública dentro de prisões privadas. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/sej.1149/abstract http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs11127-009-9566-0. Abraços!

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    1. Eh isso aí, os tais dos verificadores independentes.

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  4. Meu deus, quanta bobagem o x escreveu nesse post.

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  5. Bruno, deixa de ser raivoso, o X te ensinou uma porção de coisa importante de teoria, seu post estava basicamente equivocado, e você fica assim cabeça dura?

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    1. Dudu, a hipótese central do X tá errada: é verificável sim.

      É ÓBVIO que se não fosse era melhor a prisão ser pública.

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    2. Por PPP a administração melhora, haja vista que esta se torna privada. Por outro lado, é necessário mensurar bem este "repasse" ao ente privado pra que não seja alto demais, o que seria desperdício de dinheiro público do mesmo modo.

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    3. Bruno, pára de distorcer o que X disse, ele não disse que não é verificável, disse algo muito mais razoável e provável de estar certo:

      "In a prison, the final service delivered is not easily verifiable,".

      Disse também várias outras coisas bem razoáveis que enfraquecem os benefícios do provimento privado:

      "the "client" directly involved does not really has a say in the process"

      "Private prisons will likely compete among themselves to the detriment of their direct client"

      "the client cannot -- literally -- vote with his feet in this case" também me parecem muito razoáveis.

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    4. btw, que falácia simplista essa de reduzir uma coisa complexa e cheia de graduações como "qualidade verificável" numa variável binária só pra tentar ganhar o argumento.

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    5. Insisto: dêem (dê) uma olhada no anexo 10 da ppp de minas. Ele trata justamente do que e como verificar. A coisa não é muito complicada. Abs

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  6. Caras, desviando um pouco o assunto, e a questão de colocar os presos para trabalhar p/ empresas privadas? Não é sacanagem com os trabalhadores livres, que terão menor oferta de emprego e menores salários?

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  7. nao concordo.
    vc tem sim uma receita, q nesse caso é uma economia de despesa pro estado.
    dado que a reincidência hoje é alta, cada atual prisioneiro que nao comete mais crime é uma economia pro estado (gasto com policia, judiciario e tal). esse delta seria uma forma de premiar os presidios privados q fizessem o melhor trabalho socioeducativo
    seria basicamente uma forma do q o 'social impact bond' faz
    http://www.mass.gov/governor/pressoffice/pressreleases/2014/0129-at-risk-youth-initiative.html

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  8. Acredito que o mais econômico seria instituir um pena de morte para os criminosos em geral e usar trabalho compulsório daqueles que estão no "corredor da morte" para eliminar os que estão já no momento de serem "limpados" da sociedade. O mais econômico seria dar coisas simples que possam ser usadas para a execução, como barra de ferros, facões e machadinhas.

    Ainda mais: acredito que poderíamos deixar eles se digladiarem até a morte e o que sobrar recebe uma redução para pena perpétua. Poderíamos transformar em um show e vender a filmagem e o direitos de exibição para a televisão e assim arrecadar mais fundos para custear esse serviço.

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  9. Dear X,

    WHERE THE HELL did you take this idea that inmates are a prisons´ clients?
    That´s like saying your pitbull is a client to the noseband.

    Ordinary taxpayers are prisons´ clients. If you cut that DisneyWorld-style rehabilitation crap, you realize that prisons´ only major service to taxpayers is to keep rapists away from daughters, crack dealers away from schools and murderers away from potential victims.

    Link a private prison revenue to the number of escapes (say, each escape costs R$ 500 thousand in lost revenue), drastically raise penalties and maybe the next generation will have a chance to enjoy safer streets.

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