Os economistas há muito se interessam por entender a atitude das pessoas com relação a risco. O interesse de longa data é compreensível: virtualmente todas as decisões econômicas pelas quais se interessam -- que carreira seguimos, quanto investimos em educação, com quem casamos, como gastamos nossa renda e onde investimos, como e qual instrumento de política monetária usar etc etc -- envolvem algum tipo de incerteza mensurável. Entender as escolhas econômicas que as pessoas (numa "capacity" governamental ou não) fazem passa, portanto, por entender como elas lidam com risco e incerteza.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
"Esqueça o que ele roubou, mas não esqueça o seu número"
Vídeo do Marcelo Adnet (clique aqui) com um jingle político "que fala a verdade". Hilário. Veja o trecho da letra abaixo:
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Programa de (Des)Aceleração do Crescimento?
O Eduardo Zilberman, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, escreveu um artigo em co-autoria com o Julio Mereb dizendo que o Programa de Aceleração do Crescimento, na verdade, pode ter desacelerado o crescimento! O argumento deles é interessante:
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Papel moeda tem maturidade??
Nos EUA, no século 19, cada banco emitia seu papel moeda, que muitas vezes não "tradavam" (se comercializavam) a par, apesar do lastro em Treasuries.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
"Por que imposto sobre aeronaves é uma má ideia?" Resposta aos comentários do "Economista X", the founder
O pai fundador deste blog e meu guru intelectual na infância, o Economista X, a quem eu devo toda a minha fama e fortuna, ofereceu gentilmente, e em benefício do debate, alguns contra-argumentos ao post que escrevi ontem sobre o artigo do Professor Vladimir Safatle na Folha. Vou oferecer uma tréplica. Os comentários do Dr. X vão em vermelho e os meus vão em verde-floresta:
Waze Economics
Os economistas, há algum tempo, começaram a considerar que, de uma forma ou de outra, os agentes não sabem de tudo o tempo todo. Há diversas maneiras de incorporar essa "racionalidade limitada" nos modelos. Por exemplo, como Sims (2003, JME) faz, ela pode ser incluída via incerteza sobre o estado da natureza em que a economia se encontra. Outra forma, usada por Mankiw e Reis (2002, QJE), considera que os agentes atualizam seus conjuntos de informação com certa infrequência.
A Racionalidade do crime e "soluções" para a violência
Era uma segunda-feira. Cerca de 8 horas da noite. Dárcio Correia estava na academia; saindo dela na verdade. Dois homens o abordam e, armas em punho, anunciam que o carro dele – um Mitsubishi Pajero -- eles querem. Não se sabe se há resistência, mas os dois homens atiram no peito de Dárcio. Fogem sem que o veículo nem nada material de Dárcio tenha sido subtraído. Dárcio não resiste aos ferimentos balísticos e, algumas horas depois do assalto, é anunciado morto – ironicamente no mesmo hospital em que trabalhava (ver notícia aqui).
terça-feira, 22 de abril de 2014
Por que Imposto sobre aeronaves é uma má ideia?
O Professor Vladimir Safatle, colunista da Folha, publicou um interessante artigo hoje sobre o fato de que helicópteros, jatos e iates não pagam IPVA (o artigo pode ser visto aqui). Coloco abaixo um trecho:
No entanto, a verdade é uma só: helicópteros, jatos particulares e iates não pagam IPVA porque, no Brasil, os ricos definem as leis que protegerão seus rendimentos e desejos de ostentação. Bem-vindo àquilo que economistas como o francês Thomas Piketty chamam de “capitalismo patrimonial”: um capitalismo construído para quem ganha mais continuar a ganhar mais, a não precisar devolver nada para a sociedade, enquanto quem ganha menos é continuamente espoliado e recebe cada vez menos serviços do Estado.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
(Sub)Desenvolvimentismo
O pensamento econômico predominante no Brasil é desenvolvimentista, digo, subdesenvolvimentista, basta ver como a economia é conduzida. Nesse ambiente, seria estranho não existir pensadores como Belluzzo.
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