segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Jobless recuperação, a explicação do Guillermo Calvo

O Calvo, quando jovem, publicou paper na Econometrica.

Ele é foda.

A explicação dele pra recuperações com pouco emprego é assim: nessas crises que bate um sudden credit reversal o crédito fica muito escasso e os problemas de assimetria informacional acentuam-se. Nesse cenário, só consegue pegar emprestado quem tem muita máquina pra dar de colateral pro banco. Isso, obviamente, é uma desvantagem para as empresas que são mais intensivas em labor. Ocorre então que na saída da crise, quem cresce mais -- porque consegue tomar mais credito -- são as empresas que têm ativos mais tangíveis. As que usam mais gente e menos maquina sofrem pra tomar emprestado e, portanto, crescem menos.

23 comentários:

  1. Nice, tem o link ?

    Você gosta daquele modelo dele de x% das empresas mudarem os preços por vez ? me parece sem microfundamentos

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    1. não eh satisfatório, mas eh so um atalho pra rigidez...e eh fácil de por no modelo de dsge

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    1. http://www.columbia.edu/~gc2286/documents/CalvoetalIsInflationtheWayOut-NBER.pdf

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  3. Que piada! Que mundo è esse em que se colaterizam màquinas??? Trabalho no departamento de crèdito de um banco e posso garantir que essa explicação não passa em um teste empírici.

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    1. O q q empresas colaterizam?

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    2. Aí vai a lista:

      1. Recebíveis
      2. Imóveis
      3. Aval da holding
      4. Direitos emergentes
      5. Cessão de recebíveis de contratos futuros
      6. Produção física
      7. Terras

      Existe coletaralização baseada em alienação de máquinas e equipamentos. Mas isso é um percentual de um dígito dos contratos. Como creio que o banco onde trabalho é "representativo", essa história do Calvo de que só consegue crédito quem é intensivo em máquina é suspeitíssima.

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    3. Se capital intensivo estiver correlacionado com tamanho da firma, pois são setores com maior custo fixo, ai a história do Calvo vai estar certa. Parece uma simplificação plausível.

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  4. Maybe the genius in the bank thinks lenders take people´s human capital as collateral. Maybe he misses the slave era.

    Collateral is basically physical capital, for god´s sake. You dont have to be smart as I am to understand that.

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    1. Se vai fazer esses comentários arrogantes e bobos ao menos seja engraçado. Nada de capital humano "gênio". Olha a lista lá em cima que coloquei. Veja que não vivemos em um mundo com apenas capital físico e humano.

      Não sei o que é pior: os marxistas que rejeitam qualquer tipo de modelo ou sujeitos como você que não consegue ver o mundo além do F(K,L) dos manuais.

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    2. Muito bom o ponto

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    3. por outro lado, imóveis poderia ser considerado como Capital pela teoria econômica...

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    4. Não sei o que é pior: os marxistas que rejeitam qualquer tipo de modelo ou sujeitos como você que não consegue ver o mundo além do F(K,L) dos manuais.

      Unicamper ?

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    5. "Unicamper ?"

      Noap. Top 10 department-er

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  5. Muito legal a conclusão do Calvo. Existe um outro instrumento que o Calvo esqueceu de colocar: ter bancos públicos gigantes (BB, Caixa e BNDES) e relaxar o critério de concessão de créditos nestes quando os bancos privados aumentarem a exigências de colaterais em momentos de crise.

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  6. Acho que os pontos do anônimo são bons, tem que olhar microdados para avaliar isso.

    Se a diferença entre as empresas é apenas na estrutura de insumos, então empresas intensivas em capital podem ter uma menor relação entre receita por patrimônio líquido.

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  7. Nos cinco anos anteriores a 2007 a recuperacao da economia americana tambem foi rotulada de "jobless". E no periodo pode ter ocorrido de tudo MENOS escassez de credito.
    Portanto essa explicacao do Calvo nao me convence.

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  8. O anônimo do crédito não está, necessariamente, errado. Eu trabalho, geralmente, do lado dos tomadores e a lista dele faz sentido, mas é mais frequente, ainda que não tão usual, alguns tipos de máquinas entrarem como colateral do que "produção física", por exemplo. Outro item que não aparece ali, e que é muito comum, é aval dos sócios (pessoas físicas). No caso de imóveis a natureza do uso é importante, pois plantas fabris não costumam ser admitidas. Essa é a minha experiência, sem cagação de regra. De qualquer forma, em outros países o mercado de crédito deve funcionar com outros padrões de exigência de garantias, provavelmente em função do histórico e da legislação locais, certo?

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  9. De fato, há outras formas de colateral que não máquinas.
    Mas note que produção física como colateral vai na história do Calvo, pois serviços é mais intensivo em mão-de-obra.
    Alguém aí sabe o que se colateraliza mais em uma economia como a dos EUA?

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